Na infância, fui criado sob a atenção, carinho e disciplina de minha avó materna, vó Adelina. Minha mãe era servidora pública e trabalhava durante todo o dia.
Vó Adelina amava a Bíblia e gostava que eu lesse a Bíblia para ela. Ela gostava de ir a igreja e era dada a oração. Ela tinha uma certeza interior de que confiar em Deus é sempre a melhor opção e solução para os desafios da vida. Ela era de uma geração que casava muito cedo e teve 13 filhos, mas separou-se do marido que lhe agredia após as bebedeiras. Criou todos os filhos, num esforço por mantê-los unidos na fé em Deus e todos lhe devotavam um respeito por sua coragem, espírito de luta e fé em Deus.
Nos anos finais de sua vida, ela foi morar com uma outra de suas filhas noutra cidade e lembro de ter gravado para ela uma fita K-7 com os versículos da Bíblia que ela mais gostava e dei de presente a ela um gravador para que ela pudesse escutar a vontade – ela amou o presente. Quando ela passou estava viajando em outro estado realizando um curso e não pude presenciar seus momento finais, mas todas as qualidades divinas que ela expressava, seu espírito de luta, sua espiritualidade prática e alegrias foram uma preciosa herança espiritual para todos os familiares.
Hoje quando celebramos o Dia dos Avós, cabe um reflexão sobre a “velhice ativa!” O doutor em saúde pública Alexandre Kalache, fundador do Departamento de Epidemiologia do Envelhecimento da London School of Hygiene and Tropical Medicine e consultor sênior da Academia de Medicina de Nova York, foi responsável durante 12 anos por programas de envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) ele chamou a atenção numa entrevista ao jornal O Globo, em 2008, para um dado interessante: “Em menos de 20 anos, o Brasil terá 18 milhões de idosos. Em 2025 serão 32 milhões.” O aumento da expectativa da vida da população para perto de 75 anos é um fenômeno social brasileiro que abre janelas de novas oportunidades e exige novas estratégias, políticas e atenção tanto dos profissionais de saúde, urbanistas, como das famílias e da sociedade como um todo.
O Dr. Kalache foi o entrevistado deste domingo no programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes de TV, em suas considerações finais ele defende a tese da velhice ativa embasada em 4 pilares: cuidados com a saúde, participação social, educação continuada e segurança.
A economista e demógrafa, Ana Amélia Camarano do IPEA (Instituto de Pequisas Econômica Aplicada), especialista em envelhecimento, afirmou numa participação no programa que: viver muito é a maior conquista social da segunda metade do século vinte; que o idoso hoje no Brasil, representa 11% da população, é hoje o principal provedor em 25% dos lares brasileiros. São fatos novos que revelam a necessidade de um remodelamento social e uma nova consciência social em relação ao valor e respeito aos idosos.
Abaixo disponibilizamos o link para quem desejar assistir a Parte 3 do programa Canal Livre, de 13 min.
Busca pela longevidade – Parte III - Canal Livre Rede BAND, 24 de Julho de 2011.
Especialista em terceira idade, Alexandre Kalache defende envelhecimento ativo. Jornal O Globo – Saúde – 28/7/2008





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