Tradução livre do original, em inglês: Face your lions! por Phil Davis.
A primeira vez que percebi os dois quadros de Briton Revière de Daniel na Cova dos Leões foi na Escola Dominical da Ciência Cristã.
O primeiro quadro mostra Daniel olhando diretamente para os leões, apesar deles parecerem ferozes e ameaçadores. O outro mostra-o olhando para cima, para longe dos leões que estavam agora tranquilos e passivos.
Há algo no fato de que Revière nos deu duas visões da experiência da cova dos leões. O segundo quadro é, definitivamente, um quadro mais feliz. Mas, a partir da minha perspectiva, o primeiro quadro retrata como Daniel foi salvo. Na verdade, acredito que sem o primeiro quadro, não haveria o segundo para retratar.
Ao enfrentarmos nossos desafios de cabeça erguida, não apenas enfrentamos nossos medos, como os superamos. Sinto que é isso o que Daniel estava fazendo. E, a fim de superarmos o medo através dos meios divinos, precisamos descobrir algo da natureza da totalidade Deus, assim como da impotência do mal.
Há uma declaração que exige explicação cuidadosa. A Ciência Cristã foi criticada por acreditar que o mal é simplesmente irreal; e, portanto, ignoramos o mal e temos pensamentos positivos. Alguns podem, na verdade, pensar desta maneira, mas não é a Ciência Cristã que eu estudei e conheço. O fato é, a única maneira de concluir que o mal não tem poder é percebendo como Deus é Todo-poderoso.
Praticamente todo Cristão que eu já conheci acredita que Deus é Todo-poderoso. Bem, Todo-poderoso significa onipotente – em outras palavras, todo o poder e força que há. Como podemos admitir que Deus tem todo o poder e ainda acreditar que sobrou algum poder para o mal? Não faz sentido, a menos que você acredite que Deus não seja realmente Todo-poderoso ou que Ele, de alguma forma, cause o mal. Eu não apenas acredito que Ele seja Todo-poderoso e somente o bem, como todo o efeito prático da oração que já vi – e eu já vi muito! – evidencia este fato.
Apesar do mundo ao nosso redor parecer, com frequência, não ter uma presença divina, é por isso que oramos. Jesus disse: “É chegado o reino dos céus.” São Paulo declarou que nada nos poderá separar do amor de Deus. Estas duas declarações não parecem ser verdadeiras aqui na terra. Porém, Jesus e Paulo sentiam que eram declarações de fatos espirituais, apesar do que este mundo material está dizendo. E a oração, que afirma esta verdade diante dos problemas, é tanto eficaz quanto prática.
Certa vez tive que debater um assunto nacional importante e controverso. Quando aquele dia chegou, senti como se houvesse leões por todo lugar e eles estivessem prontos para me atacar naquela sala. Minutos antes do debate, senti-me dominado e totalmente intimidado. Estava com tanto medo que houvesse alguma pergunta que eu não soubesse responder. Então, orei para saber que a proteção de Deus baseia-se no fato de Sua totalidade. A Bíblia diz que, além de Deus, “…nada há de novo debaixo do sol!” (Eclesiastes 1:9) E, com isso, eu não precisava curvar-me a qualquer outro assim chamado poder. Apesar de não ser um debate fácil, eu rapidamente recobrei minha compostura. Descobri que com toda questão ou ponto difícil que surgisse eu teria uma resposta pronta que satisfaria aos presentes. A Verdade de Deus triunfou naquele dia!
Amo o fato de que este tipo de entendimento, na oração, não ignora o problema ou espera que Deus possa ajudar. Porém, enfrento o problema com o propósito de olhar através dele para contemplar a glória e o poder de um Deus Todo-poderoso e que tudo sabe.





