O que uniria em uma aula acadêmica no Curso de Pós-Graduação em Saúde e Espiritualidade, em Porto Alegre: um Filósofo, Professor com Doutorado nos EUA, 1 Médico Oftalmologista, 1 Médica Radiologista, 6 Psicólogos, 1 Enfermeira, 1 Quiropraxista, 1 Advogado, 1 Farmacêutica, 1 Assistente Social e 1 Praticista da Ciência Cristã? Um interesse comum no transcendente e, aparentemente invisível para muitos …
Neste fim de semana, na classe mensal de novembro, realizamos uma imersão em revisão de literaturas, a maioria em inglês, de artigos científicos de renomados pesquisadores, no campo da saúde e da espiritualidade! Será um inexorável prazer compartilhar um pouco com vocês!
Analisamos alguns trabalhos científicos publicados na inglesa: The Lancet, na base científica americana MEDLINE, ou PUBMED, na PsycInfo; artigos da Revista Paulista de Medicina, do NUPES -Núcleo de Pesquisa em Saúde e Espiritualidade da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Revista de Psiquiatria Cínica da USP, e por ai vai… Tem uma variedade de artigos bem interessantes!
Tudo começou na sexta-feira à noite, onde o Prof. Dr. Rogério – Doutorado na Universidade de Illinois em Chicago EUA – apresentou o sentido científico do estudo do fenômeno da religiosidade, feito por William James – médico e professor de Harvard – em seu livro: “As variedades da experiência religiosa”, que mostra a religião como um fenômeno natural esboçando um grau de cientificidade. Eis um pensamento deste autor que propôs uma “Ciência da Religião”:
“A ciência nos dá a todos a telegrafia, a iluminação elétrica e a diagnose, e consegue prevenir e curar algumas moléstias. Na forma da cura psíquica a religião nos dá a muitos de nós serenidade, equilíbrio moral e felicidade; e previne determinadas formas de doenças, como faz a ciência, ou até mais, com certa classe de pessoas. É evidente, portanto, que a ciência e a religião são ambas chaves genuínas destinadas a abrir a casa do tesouro do mundo àquele que for capaz de usar qualquer uma delas praticamente.” (W. James)
Após 20hs de imersão profunda no conhecimento científico, pergunto-me: como alguém, de são consciência, pode ainda ter alguma dúvida da correlação da espiritualidade com a qualidade de vida? Tenho vivenciado essa correlação, como um fato científico da “Ciência da Vida”, que foi preconizada por Cristo Jesus e re-apresentada à humanidade pela pesquisadora norte-americana Mary Baker Eddy.
Essa noção espiritual de que o interior determina o exterior, foi um insight prático de minhas leituras do livro “Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras”. Um best-seller escrito por Eddy, pesquisadora pioneira de sistemas de saúde, que chegou ao cerne da aplicabilidade prática e aberta da cura espiritual, no bem-estar e saúde integral: mente e corpo. Eddy chamou esse sistema divino de ideias espirituais práticas para o bem viver de: Ciência Cristã.
Apresento uma pesquisa, que já serve para abrir uma janela mental às possibilidades e potencialidades da espiritualidade nos cuidados com a saúde: em torno de 36.000 artigos científicos foram encontrados na base de dados americana, MEDLINE, numa revisão de literatura feita na pesquisa: Guimarães et al. (2007), “O impacto da espiritualidade na saúde física”, publicada em 2007, na Revista de Psiquiatria Clínica da USP. (Clique no link para acessar uma versão em PDF do artigo. Ou acesse a base e procure com o título do artigo.
A pesquisa filtrou as seguintes palavras-chave: religiosidade, religião, espiritual e espiritualidade. Já quando filtrou com o unitermo: “religion and health” – religião e saúde – encontrou 35.828 publicações científicas entre 1982-2007. E para o uni-termo “spirituality” foram encontrados 4.434 artigos científicos.
Ao antípoda das crescentes evidências científicas das vantagens das práticas religiosas regulares, só há uma saída: propor um jejum absoluto de acesso à Internet, pois pesquisas científicas, disponíveis em artigos na web, de renomadas instituições sugerem, que o envolvimento com práticas religiosas (prática regular, ao menos uma vez por semana) tem sido, significativamente, associado à redução da mortalidade por causas cardiovasculares e neoplasias, como apontado pelas pesquisas de Hummer (1999). Outros autores, como Carrico (2006), apresentou a prática de atividades religiosas como elemento preditor da redução de carga viral (melhoria da imunidade) e da redução de sintomas de depressão em pacientes com HIV.
Os dois pesquisadores brasileiros comunicam o seguinte, na conclusão da pesquisa na USP, em tela:
“A influência da religiosidade/espiritualidade tem demonstrado potencial impacto sobre a saúde física, definindo-se como possível fator de prevenção ao desenvolvimento de doenças, na população previamente sadia, e eventual redução de óbito ou impacto de diversas doenças. As evidências têm-se direcionado de forma mais robusta e consistente para o cenário de prevenção; estudos independentes, em sua maioria de grande número de voluntários e representativos da população, determinaram que a prática regular de atividades religiosas tem reduzido o risco de óbito em cerca de 30% e, após ajustes para fatores de confusão, em até 25%.” (Guimarães e Avezum, 2007)
(?)Ponto de reflexão: Há quem acredite que ser religioso é sinônimo de pouca inteligência!? Numa meta-análise, é possível inferir o contrário, é um sinônimo de inteligência espiritual, com base na correlação sugerida nas pesquisas, entre a religiosidade e a qualidade de vida! Vamos deixar este ponto para melhor abordar outro dia!



