Religiosidade, hábitos de vida saudáveis e rede social de apoio impactam no bem-estar e longevidade! (ICB)

Dada a relevância de seu conteúdo para a saúde social, compartilho parte da Newsletter natalina de 24 de dezembro que recebi do ICB – Instituto do Cérebro de Brasília, assinado pelo Dr. Ricardo Teixeira - neurologista clínico do Instituto do Cérebro de Brasília. Gratíssimo Dr. Teixeira por este lindo insight, perfeitamente alinhado com as pesquisas científicas na área! Com a palavra o Dr. Teixeira:

(…) Já é bem reconhecido que a percepção do quanto nos sentimos felizes é influenciada pelo quanto exercitamos algumas dimensões de nossa experiência humana como a GRATIDÃO, GENTILEZA, ALTRUÍSMO e OTIMISMO. Difícil discordar que, nas festas de fim de ano, independente da religião, as pessoas costumam vivenciar essas virtudes de forma mais intensa. Além disso, a experiência religiosa do NATAL pode potencializar ainda mais essa auto-percepção de felicidade, já que favorece a dedicação a algo maior do que si próprio, a sensação de significado na vida e de fazer parte do todo.

Marx, Freud, Weber, entre tantos outros, defenderam a idéia de que a modernidade reduziria a influência das crenças religiosas na sociedade. No Brasil, nos últimos 20 anos, houve um discreto aumento na porcentagem de brasileiros que dizem não ter uma religião: em 1991 essa cifra era de 4.75% e em 2009 passou para 6.7%. Entretanto, é notório que a humanidade continua com altos índices de religiosidade.

 A religiosidade faz bem mesmo à saúde?

Já temos um razoável corpo de evidências que indivíduos com uma maior vivência religiosa/espiritual têm uma maior capacidade de lidar com o estresse emocional, uma melhor saúde mental de forma geral e, em situações de doença, cooperam mais com o tratamento. Além disso, o envolvimento com uma comunidade religiosa está associado a uma maior rede social, e há tempos sabemos que pessoas socialmente integradas têm menos chance de adoecer, e quando doentes, a rede social é uma das principais fontes de apoio. Esse pode ser um dos principais fatores que explicam resultados de maior longevidade entre as pessoas com maior religiosidade. Assume-se também que essas pessoas têm a tendência a apresentar hábitos de vida mais saudáveis.

 Entretanto, as crenças religiosas nem sempre estão a favor da saúde do paciente, já que podem em alguns casos dificultar a aderência ao tratamento com idéias do tipo: esse é o desejo de Deus; Deus me abandonou; esse é o meu destino; esse é o meu castigo; etc. Em situações como essas, é bem razoável que a equipe de saúde esteja minimamente preparada para abordar dimensões religiosas/espirituais do paciente e assim aumentar a aderência e sucesso do tratamento.

Dr. Ricardo Teixeira - neurologista clínico do Instituto do Cérebro de Brasília (ICB)

* Observação: o texto acima expressa o ponto de vista e experiência do Dr. Ricardo Teixeira e não traduzem, necessariamente, a opinião do blog bemviver.me. A presente publicação tem o objetivo de enriquecer a salutar diversidade e a troca de ideias em relação a conexão entre a religiosidade, a espiritualidade e a saúde, bem-estar, bem viver e qualidade de vida.

Sobre Blog Bem Viver

Blog Bem Viver Twitter @Metafisica_cura Casado, 4 filhos, 2 netinhos, servidor do judiciário federal, estudante e praticante da Ciência Cristã. Ativista no processo de construção, colaborativo e coletivo, da espiritualidade aberta e universal que a todos abençoa catalizando a cura e o progresso espiritual.
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